Operação Ouro Ilegal: PF desarticula esquema bilionário de garimpo ilegal na Amazônia
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (5) a “Operação Ouro Ilegal”, uma das maiores ações já realizadas contra a extração e comercialização de ouro extraído de terras indígenas e áreas de conservação na Amazônia. A ofensiva, que ocorre simultaneamente nos estados do Pará, Roraima e Amazonas, visa cumprir mais de 50 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão, mirando não apenas os garimpeiros, mas principalmente os empresários e intermediários que financiam e lucram com a atividade criminosa.
Contexto da Investigação
A operação é o resultado de mais de um ano de investigações conduzidas pela Polícia Federal, em colaboração com o Ministério Público Federal (MPF) e o IBAMA. As investigações apontam para um complexo esquema de lavagem de dinheiro, com o ouro ilegal sendo “esquentado” por meio de notas fiscais fraudulentas e exportado para países da Europa e Ásia. Estima-se que a organização criminosa tenha movimentado mais de R$ 2 bilhões nos últimos dois anos, causando danos ambientais incalculáveis, como o desmatamento de vastas áreas de floresta e a contaminação de rios por mercúrio.
Principais Pontos da Ação
- Alvos: Empresários, pilotos de aeronaves, donos de balsas e “laranjas” utilizados para ocultar o patrimônio do grupo.
- Apreensões: Bloqueio de contas bancárias e apreensão de bens de luxo, como aeronaves, helicópteros, veículos e imóveis, avaliados em mais de R$ 500 milhões.
- Crimes Investigados: Organização criminosa, usurpação de bens da União, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e contrabando.
- Impacto Ambiental: A PF destaca que a área explorada pelo grupo equivale a milhares de campos de futebol, com grave contaminação por mercúrio afetando diretamente comunidades ribeirinhas e indígenas.
Impacto e Repercussões
Segundo o delegado responsável pela operação, a ação representa um duro golpe na estrutura financeira do garimpo ilegal na região. “Não estamos apenas retirando as máquinas do chão da floresta, estamos asfixiando financeiramente quem lucra com essa destruição. O objetivo é mostrar que o crime não compensa, seja na ponta da extração ou nos escritórios de luxo”, afirmou em coletiva de imprensa. Ambientalistas e lideranças indígenas comemoraram a operação como um passo fundamental para a proteção da Amazônia, mas reforçam a necessidade de ações contínuas de fiscalização para impedir o retorno da atividade criminosa.
Fontes e Mais Informações
Para mais detalhes sobre a operação e seus desdobramentos, acompanhe a cobertura completa nos portais:
G1
O Estado de S. Paulo
Valor Econômico
