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Dados macroeconômicos dos EUA dominam a sessão, com a leitura final do PIB do terceiro trimestre e o PCE de novembro — índice de inflação preferido pelo Federal Reserve — testando expectativas sobre crescimento e trajetória de juros.

O PIB deve confirmar expansão anualizada robusta, enquanto o PCE sinalizará se a inflação arrefece o suficiente para sustentar cortes futuros de taxa, calibrando apostas em ativos de risco e moedas emergentes.
Balanços corporativos adicionam camada: GE Aerospace e Procter & Gamble abrem o dia; Intel e Alcoa fecham, com Intel sob escrutínio por avanços em IA, data centers e recuperação de ações após perdas recentes.
Alcoa serve como termômetro para demanda industrial global e ciclo de metais, sensível a tarifas e crescimento chinês.
Geopolítica mantém volatilidade seletiva: recuo aparente de Trump em tarifas contra Europa e menção a “estrutura de acordo” envolvendo Groenlândia e OTAN aliviou tensão, mas ruídos persistem como fonte de incerteza.
No Brasil, dados de arrecadação da Receita e reunião do CMN influenciam percepção fiscal; dólar em baixa reflete fluxo estrangeiro e melhora no risco-país.
A combinação revela dependência persistente de sinais americanos: dados acima do esperado podem endurecer juros, pressionando emergentes; balanços fracos em tech ou commodities amplificam aversão a risco.
Geopolítica, mesmo amenizada, expõe vulnerabilidade: gestos unilaterais de Trump geram prêmio de risco volátil, forçando investidores a recalibrarem posições em tempo real.
O dia tende a ser de ajustes táticos, com mercados globais reagindo mais a surpresas nos dados do que a narrativas políticas de longo prazo.
