A Consumer Electronics Show deste ano transformou o automóvel de veículo em hub de software e entretenimento contínuo.

Robotáxis dominaram os anúncios: Waymo revelou o Ojai, baseado na minivan Zeekr, com sensores de sexta geração mais eficientes e planos de expansão para 24 cidades.
Lucid, Nuro e Uber apresentaram um robotáxi derivado do SUV Gravity, equipado com NVIDIA Drive Thor para autonomia nível 4, capacidade para seis passageiros e autonomia de 724 km.
Esses projetos sinalizam maturidade no modelo de negócios: eliminar motoristas reduz custos operacionais e eleva margens em ride-hailing.
Sony Honda Mobility destacou o Afeela 1, sedã elétrico com preço estimado em US$ 89.900 e entregas no final do ano.

O modelo integra PlayStation Remote Play nativo, permitindo jogos de PS5 em tela panorâmica de 40 polegadas durante deslocamentos autônomos.
Essa fusão monetiza o tempo ocioso no carro, convertendo-o em espaço de lazer premium e gerando receitas recorrentes via assinaturas e microtransações.
BMW e Mercedes avançaram com assistentes baseados em LLM: Alexa+ no iX3 e MB.OS com Gemini e Copilot, tornando o veículo agnóstico e atualizável.
A transição para Software Defined Vehicles prioriza chips potentes e atualizações over-the-air, substituindo hardware fixo por ecossistemas digitais.
Críticas surgem na sustentabilidade: foco em IA e entretenimento pode elevar consumo energético e dependência de dados, enquanto baterias de sódio prometem custos menores.
O evento revela que o futuro da mobilidade depende menos de potência mecânica e mais de capacidade computacional e ecossistemas proprietários.
Implicações incluem maior personalização, mas também riscos de obsolescência programada e concentração de poder em poucas big techs.
