Reunião evidencia o alto nível de alerta em Havana
O regime cubano eleva o nível de alerta e realiza exercícios de defesa em várias províncias, mobilizando reservas e testando sistemas de comunicação e logística.

Autoridades da ilha justificam as manobras como resposta à retórica agressiva de Washington, que inclui ameaças de intervenção direta em apoio a protestos internos.
A Força Armada Revolucionária (FAR) simula cenários de bloqueio naval, defesa costeira e guerra irregular, envolvendo milícias territoriais e unidades de infantaria motorizada.
Esses treinamentos ocorrem em paralelo ao aumento de patrulhas costeiras e à ativação de sistemas antiaéreos em pontos estratégicos, como Havana e Santiago de Cuba.
A preparação revela preocupação real com escalada: o governo teme que sanções secundárias e apoio externo aos manifestantes evoluam para ação militar aberta.
Criticamente, a estratégia cubana aposta na dissuasão assimétrica — prolongar qualquer conflito para infligir custos políticos altos aos EUA —, mas expõe fragilidades internas: economia colapsada, escassez de combustível e baixa moral das tropas limitam capacidade real de resistência prolongada.
Implicações regionais são graves: uma confrontação direta poderia desestabilizar o Caribe, afetar rotas migratórias e abrir espaço para maior influência russa ou chinesa na ilha.
A mobilização também serve de mensagem interna: reforçar unidade em torno do regime diante de dissidência crescente e evitar percepção de vulnerabilidade.
O risco de erro de cálculo cresce quando gestos defensivos são lidos como provocação, estreitando a margem para diplomacia.
Cuba aposta na resiliência histórica, mas o contexto atual — isolamento econômico extremo e protestos persistentes — torna essa aposta cada vez mais precária.
